Entrelaços foi um projeto desenvolvido pelo Colabora, um grupo multidisciplinar formado pelos alunos da USP, em parceria com a ABDIM (Associação Brasileira de Distrofia Muscular). O objetivo principal do projeto era a criação de um produto que pudesse ser desenvolvido e revendido pelas mães dos pacientes em seu tempo ocioso, gerando uma renda extra para elas. O projeto Entrelaços nasceu da cocriação entre os alunos, as mães e as colaboradores da Associação. O projeto foi então dividido em três frentes de trabalho responsáveis por:
 
1. Projeto Gráfico (criação de nome, logotipo e universo visual).
2. Projeto pedagógico (elaboração e concepção de oficinas de artes visuais e costura).
3. Projeto do produto (escolha e desenvolvimento de um produto com custo, produção e habilidade viáveis para o cenário).




1. Projeto Gráfico:
O processo participativo direcionou o projeto desde a criação de seu nome, que incluiu as participantes nas sessões de brainstorming, levando a uma decisão democrática do nome que melhor representasse o grupo. A confecção de um painel semântico pelas cuidadoras ajudou a expressar visualmente seus valores, servindo como base para a criação de sua identidade visual.




2. Projeto pedagógico:
Através de oficinas semanais oferecidas às participantes, foi possível a manutenção de um relacionamento enriquecedor para todos os lados. Temas como arte, design, composição e técnicas artesanais foram abordados nas oficinas iniciais. Em um segundo período, com o produto já projetado, o desafio é a implementação da produção da bolsa de maneira homogênea entre o grupo, visando à sua comercialização.
Os desafios seguintes serão oficinas de empreendedorismo para que as participantes tenham total condição da inserção do produto no mercado de maneira consciente através de um sistema de autogestão. Para que haja segurança de que o grupo não se dissipe ao longo do tempo, o processo de criação de uma cooperativa também está no escopo do projeto.




3. Projeto do produto:
O projeto teve início com um processo de pesquisa, através do qual mais de 530 mulheres foram ouvidas, respondendo perguntas sobre suas preferências sobre bolsas, tipos de objetos carregados, motivo de troca entre bolsas, entre outros dados quantitativos e qualitativos. O projeto da bolsa foi feito para a realidade das participantes do grupo, contemplando sua produção com o recurso de técnicas de costura simples, sem a necessidade de uma máquina de costura.
O processo de criação da bolsa não ocorreu de maneira diferente à criação da identidade do projeto. Com constantes rodadas de feedbacks e discussões em grupo, foram feitos mais de 7 protótipos diferentes ao longo de 6 meses até a produção do modelo final. Como resultado, um produto funcional e inovador, que além da história de responsabilidade social e independência que carrega, atende às mais diversas necessidades do usuário, como ilustrado na figura abaixo.


 
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